Dores de cabeça
Os tipos de dor de cabeça — enxaqueca, cefaleia do tipo tensão e cefaleias trigeminoautonômicas — quando investigar e por que não se deve normalizar a dor.
As dores de cabeça estão entre as principais queixas da população em todo o mundo, com uma prevalência anual estimada em cerca de 90% para os homens e 95% para as mulheres.
É importante separar dois grandes grupos. As cefaleias primárias são condições crônicas em que a própria dor é a doença. Já as cefaleias secundárias são um sintoma de outra alteração — uma lesão ou doença no cérebro — e por isso merecem investigação.
Enxaqueca
A enxaqueca afeta cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo. Costuma se manifestar como uma dor de um lado da cabeça, intensa e pulsátil, que dura de 4 a 72 horas. Muitas vezes vem acompanhada de náuseas e de sensibilidade à luz e ao som.
Em parte dos casos, a crise é precedida pela aura — alterações visuais, formigamentos ou tontura que antecedem a dor.
Cefaleia do tipo tensão
É a dor de cabeça mais comum, afetando quase 2 bilhões de pessoas. Costuma ser descrita como uma pressão em faixa ao redor da cabeça, de intensidade menor que a enxaqueca. Pode ser episódica ou tornar-se crônica.
Cefaleias trigeminoautonômicas
São dores intensas e localizadas, geralmente próximas aos olhos, acompanhadas de lacrimejamento, congestão nasal e sudorese facial do mesmo lado da dor.
Quando procurar o neurologista
O diagnóstico correto do tipo de dor de cabeça é o que define o tratamento certo. Dor recorrente não precisa ser convivida — pode ser investigada e tratada.