Perda de memória
Quando o esquecimento preocupa: causas de perda de memória, o que é a demência de Alzheimer, quem tem mais risco e o que pode ser tratado.
Quem nunca sofreu com a falta da memória? Esqueceu o nome de alguém, perdeu as chaves do carro ou deixou o fogão aceso?
Nem todo esquecimento é sinal de doença. Vários fatores podem prejudicar a memória — ansiedade, insônia, anemias, hipotireoidismo, deficiência de vitaminas e doenças infecciosas, entre outros. Muitas dessas causas são reversíveis quando identificadas e tratadas.
Com o envelhecimento, o cérebro passa por um processo natural de atrofia, com perda de neurônios. O ponto é distinguir o esquecimento comum daquele que compromete a vida do dia a dia.
O que é a demência de Alzheimer?
Cerca de 24 milhões de pessoas no mundo convivem com algum tipo de demência, sendo a doença de Alzheimer a mais comum. Ela está associada ao acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro, que leva à morte dos neurônios.
Entre os sinais de alerta estão:
- Perda da memória recente
- Repetição da mesma pergunta várias vezes
- Dificuldade para executar tarefas complexas
- Dificuldade para encontrar as palavras
- Irritabilidade, agressividade ou teimosia fora do habitual
- Ideias delirantes e persistentes
Quem tem mais chance de ter Alzheimer?
Entre os principais fatores de risco estão a idade (a partir dos 65 anos), o histórico familiar, a predisposição genética, as doenças cardiovasculares, a baixa escolaridade e os traumatismos de cabeça.
Qual o tratamento para o Alzheimer?
A doença ainda não tem cura, mas alguns medicamentos podem trazer alívio dos sintomas e ajudar a preservar a autonomia por mais tempo. Quanto mais cedo a investigação, melhores as opções de manejo.
Quando procurar o neurologista
Esquecimentos que se repetem, pioram ou atrapalham a rotina merecem avaliação. Investigar cedo é o que separa uma causa reversível de uma doença progressiva.